Ribeira da Venda vai ter intervenção pensada a nível global

 


A imagem que estão a ver não é da praia dura fluvial da Ribeira da Venda mas sim da praia realmente fluvial dos Olhos de Água, no Alviela.

Serve de bom exemplo para este momento em que o novo executivo da Câmara Municipal de Gavião vem reafirmando a intenção de "pensar globalmente" o espaço da Ribeira da Venda, tal como repetiu António Severino na última assembleia municipal.

Como se sabe, este foi um espaço que surgiu da cabeça de Manuel de Jesus Duarte, autarcas que usou a sua energia e capacidade de mobilização transformar um espaço selvagem numa zona de lazer, passo a passo, com escasso ou nulo financiamento. Conseguindo até fazer uma represa sem ser em alvenaria que proporcionou, a seguir à ponte, belos banhos. Foi o início da praia fluvial que hoje é sobretudo piscina junto à ribeira.

No dobrar do século surgiu a piscina para as crianças e até aqui esteve para a inauguração o então secretário de Estado José Sócrates, epigraficamente registado à entrada do Parque de Merendas Jorge Bastos. Obra inaugurada no tempo de Jorge Martins como presidente da Câmara Municipal de Gavião.

De então para cá, já no final do segundo mandato de José Pio, foi inaugurada a piscina grande.

Ou seja, a Ribeira da Venda tem vindo a evoluir. Mas perdendo cada vez mais as suas características de praia fluvial.

Para António Severino fica o desafio, em relação ao projeto que já está nas mãos de arquitectos paisagísticos, de fazer deste espaço uma verdadeira praia fluvial. A represa já lá está, falta o resto e falta também superar os obstáculos das autoridades ambientais para uma intervenção na ribeira, comi já aconteceu noutros espaços. E aqui impõe-se capacidade política para vencer esses problemas tão do agrado de ecologistas de pacotilha que se atiram para o ar perante projetos destes mas que também se atiram para a água na primeira oportunidade para desfrutar de uma praia fluvial artificializada.

Haja coragem, determinação e ousadia.