Com algumas reservas, o projeto Itiner-e, que já podem consultar online, referencia uma via principal romana no território hoje de Gavião e uma via secundária.
O Itiner-e acrescenta mais de 100 mil quilómetros à rede de estradas romanas conhecidas com base em informações arqueológicas, bibliografia, mapas topográficos, imagens de satélite e outros novos recursos para definir a rede de estradas que apresenta, embora quase sempre com algumas reservas.
Ao contrário do que se faz passar, por norma as vias romanas não eram empedradas - só nas povoações ou para vencer declives - mas em terra compacta, o que dificulta a sua identificação por se confundirem com caminhos largos de época posterior.
Na parte que nos toca, este projeto identifica uma via principal - as autoestradas da altura - aqui assinalada a laranja mais largo que viria de Alagoa, passava por Gáfete e Tolosa e vinha por uma tangente à atual barragem da Marteira, indo na direção de Gavião mais ou menos acompanhando o atual traçado da nacional 118, até chegar a Aritium, povoação de alguma dimensão que se localização junto a Alvega, seguindo depois para Olisipo (Lisboa).
Essa mesma via principal teria uma derivação por via secundária desde Tolosa, com passagem por barca do Tejo na Barca da Amieira.
Note-se que os romanos usavam os grandes rios como se fossem estradas, aproveitando em profundidade a sua navegabilidade, que nessa época atingia o que é hoje o território do concelho de Gavião.
Curiosa também a identificação de uma ponte romana no Sourinho, no limite da freguesia de Comenda com a do Monte da Pedra mas sem aí identificar qualquer via. A rede viária romana era muito extensa e com muitas ligações entre vias principais e secundárias e o Sourinho entre duas grandes vias, a que já referimos e outra mais a Sul que atravessa a ponte de Vila Formosa, ainda hoje de pé.


