A trepedição dos últimos dias deixou para trás a notícia sobre o reunião do executivo da Câmara Municipal de Gavião que decorreu na Comenda, com a presença de mais de 20 munícipes no público.
Uma reunião que começou com a divulgação dos números da tesouraria da autarquia, à data 2,7 milhões de euros, situação que o presidente da Câmara considerou "estável".
António Severino anunciou também que a gestão do salão da paroquial da Comenda passará a estar nas mãos da junta de freguesia, para a seguir ser aprovado um apoio de 5 mil euros à Escola de Artes do Norte Alentejano para o ensino de violino, a partir da próxima época letiva, aos alunos do pré-escolar do Agrupamento de Escola de Gavião, cuja importância foi relevada pela vereador Martina de Jesus.
O executivo aprovou também o pagamento de 15 mil para o projeto do Largo dr. Alves Costa, ao gabinete de arquitetura RPGD, com sede na Comenda.
Foi assunto também a aquisição de cartões da GALP para carregamento da frota de veículos elétricos da autarquia, no valor de 1409 euros para o ano em curso e de 1537 para 2027.
O executivo validou também um protocolo com a associação de produtores florestais, no valor de 2352 euros, para o ano que está a correr. Para o Gabinete Técnico Florestal foi também contratado um técnico.
O executivo aprovou também o pagamento de refeições para os alunos do Agrupamento de Escolas de Gavião para este ano escolar e para o seguinte.
Também foi assunto o Beat Fest ou o que resta dele. António Severino anunciou que a Ribeira da Venda será palco de um "Festival da Juventude" nos dias 26 e 27 de junho. Um evento com "um novo formato" e "com uma organização inteiramente municipal", dedicado aos mais jovens mas não só. Ou seja, um evento que não será exclusivo de hip hop e que desta vez pretende antecipar-se aos grandes festivais que se realizam por aqui (Avis, Crato, Nisa...).
As bombas
O vereador da oposição, Vítor Filipe, tomou a palavra para falar da situação das bombas de gasolina da Comenda que há largos anos permanecem em degradação. António Severino disse estamos perante "uma novela" e confessou-se "estupefato" com um processo que começou em 2002, ainda antes da desativação do posto. Disse o presidente da Câmara que a CIPOL foi notificada em 2023 para retirar o material mas que não houve resposta e, por isso, "o ferro velho continua lá". A autarquia pretende reunir em breve com a CIPOL para ver se consegue desatar o nó e avançar para a requalificação do Largo Nossa Senhora das Necessidades. "Mas legalmente não podemos retirar aquilo", desabafou quem garante que os semáoforos do largo serão retirados quando houver oportunidade, tanto mais que estão desligados e não têm serventia. Há precisamente um ano, o então presidente da junta de freguesia de Comenda tinha defendido isto.
Ricardo Flores, presidente da junta de Comenda, agradeceu a presença do executivo na freguesia e elencou algumas dificuldades, como seja a regularização de algumas valetas nas três aldeias da freguesia, para além de outras obras, como seja a recuperação da escola da Ferraria e o arranjo do largo da igreja do Vale da Feiteira, alertando também para o mau estado da estrada que liga a Comenda ao IP2.
Manuel Morais, antigo presidente da junta de freguesia, tomou a palavra para elogiar a iniciativa desta reunião descentralizada, "o que aproxima os eleitos dos eleitores". E disse ter em sua posse um conjunto de telhas disponíveis para transporte para a zona sinistrada de Leiria.
Os médicos
José Miguel Porfírio, por seu lado, falou da contratação de médicos para o concelho e perguntou o porquê de a autarquia não acompanhar as ofertas de benesses a médicos que outros municipios estarão a dar. António Severino respondeu que a Câmara já oferece casa e paga outras despesas à médica residente mas que não pode entrar no "leilão".
Nuno Mendeiro sugeriu uma lomba para a zona da Rua do Monte da Pedra próxima do largo ou a pintura de um sinal de STOP no chão, assinalando aqui um "ponto negro" no trânsito que pode gerar grandes problemas.
João Catarino falou da situação das valetas.
Rui Paulino, ex vereador e antigo presidente da junta de Comenda, alertou para a situação da estrada nacional 118 e do IP2.
António Severino foi respondendo a todas as questões e sobre o facto de ter sido questionado sobre o porquê de não utilizar os milhões que a Câmara recebeu do Fundo Ambiental por causas dos painéis solares disse que a autarquia "não quer esse dinheiro para forrar as paredes" e que o mesmo será aplicado em obras mas que a Câmara "tem de ser selectiva".
Sobre as estradas, o presidente da Câmara disse que já foram gastos 600 mil euros na compra de massa de asfalto e que as obras de pavimentação irão ser responsabilidade da equipa da Câmara, que irá numa primeira fase completar o que falta da estrada para a Ferraria, procedendo-se depois à marcação desta e de outras estradas (obra já adjudicada).



