Ex libris do concelho de Gavião, a praia fluvial do Alamal contribuiu muito para a validação do slogan "um Alentejo diferente" inventado por José Hermano quando o grande historiador aqui veio fazer um dos seus programas.
Durante esta situação de calamidade, a praia que os gavionenses conheciam mas que só se deu a conhecer a Portugal durante os mandatos de Jorge Martins - que ali concentrou investimento em estruturas e até numa pousada - foi fortemente atingida quando o nível do Tejo subiu cerca de três metros na madrugada do passado dia 5. Em pouco mais de 24 horas, a água baixou mas o estrago estava feito: nas estruturas de praia, no bar e na pousada. Falta ainda saber como foi possível acontecer está cheia entre duas barragens...
Valeu que o cais flutuante, ali colocado há poucos anos, resistiu e sempre com o barco de recreio de Carlos Marques bem amarrado, até ser retirado para local mais seguro.
Tem agora a Câmara Municipal de Gavião o desafio de, independentemente dos fundos do PRR português anunciado por Luís Montenegro, por mãos à obra para que no início da próxima época balnear o Alamal esteja em condições para receber os veraneantes.
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Há muito lixo para limpar, muitos vidros, pedras e pedaços de madeira no areal. Este último aparentemente sobreviveu apenas com necessidade de ajustamentos, o que é uma boa notícia. O rio levou alguma areia mas não é nada que não se resolva.
Quanto ao passadiço, vai precisar de obra pesada pois alguns dos seus troços foram completamente destruídos mas essa avaliação só agora será feita. São mais euros a acrescentar a uma fatura que será alta.
O "leite(o)" está derramado e espera-se agora ação.




