Alamal avança na sua recuperação sem a prometida ajuda do poder central

 


Com prejuízos na ordem dos 2,7 milhões de euros, o concelho de Gavião é um exemplo da diferença entre a realidade prometida nas televisões pelo governo(s) e a realidade tal como ela é. Dos apoios financeiros prometidos, volvidos três meses nada chegou e está a ser a autarquia a avançar com o dinheiro e as obras. Neste caso na praia fluvial do Alamal, ex-libris de um concelho que também aposta no turismo. Estamos a falar de um concelho com pouco mais de três mil habitantes e uma vasta área e que, tal como muitos outros da sua dimensão, vivem condicionados pelos fundos estatais libertados todos os meses como tal de um favor se tratasse. A desertificação do interior não se faz com intenções mas com dinheiro e autonomia para quem lá está resolver os problemas e avançar com soluções. Mas neste país a burocracia está instalada no governo, nas entidades nacionais, nos institutos, comissões e repartições dedicadas a aferir a medida de parafusos. Falar de descentralização ou regionalização é uma mentira descarada: nada mudou em mais de 50 anos de democracia. Só mudou o que se vê nas redes sociais e nas televisões, ou seja, a verborreia de quem é dono do dinheiro é agora uma torrente e não apenas algo de ocasional.

Temos o país da maresia e temos, por outro lado, o país da mentira.


Neste entretanto, a Câmara Municipal de Gavião já avançou com recursos próprios para o arranjo provisório da ponte entre o Vale da Madeira e o Vale do Gato, a limpeza das piscinas da Ribeira da Venda e com obras no Alamal. Veremos quando tem direito à prometida ajuda.