Na segunda reunião do novo executivo da Câmara Municipal de Gavião mais uma vez foi dada conta da situação financeira da autarquia, no início do mês com 2,7 milhões, sendo 2,4 milhões em operações orçamentais e 271 mil em tesouraria.
Ao contrário do que acontecia sempre com José Pio, António Severino não fez qualquer comentário sobre este assunto.
Esta reunião começou com a presença das arquitetas Mariana Pio e Catarina Rosário, que, na ausência de Firmino Espadinha, chefe da divisão de urbanismo, deram conta de vários processos que aguardavam aprovação, todos relacionados com licenciamentos e vistorias.
Seguidamente, foi discutida a situação de duas rendas em atraso em casas camarárias, uma delas mais grave, o que implicou a aplicação de uma penalização de 45 euros e um aumento da renda de 15 euros por mês.
Também foi assunto um pedido da empresa responsável pelo parque solar da Margalha - praticamente concluído - requerendo parecer favorável da Câmara para o aumento de baterias de acumulação de energia, tendo sido acordado que a empresa deverá sujeitar esta situação às entidades competentes, requerendno um novo estudo de impacto ambiental.
Em cima da mesa estiveram também as irregularidades detetadas no edifício onde se situa a União das Freguesias de Gavião e Atalaia e também o supermercado, para além de habitação, na sequência de uma vistoria que notificou os proprietários para reparações.
O executivo aprovou também por unanimidade a atribuição de mais um programa de bolsas de estudo para estudantes universitários residentes no concelho, com um bolo total de 35 mil euros, tal como no ano passado. Mas António Severino disse que o regulamento irá conhecer algumas alterações, sendo de prever que desta vez, tal como acontece com as bolsas da União das Freguesias de Gavião e Atalaia, também os estudantes trabalhadores sejam beneficiados.
O executivo ratificou também o nome de Cláudia Sáfacundo como coordenadora da Universidade Sénior e nomeou Catarina Tomás para o departamento de saúde do Agrupamento de Escolas de Gavião.
António Severino revelou também que a Câmara irá continuar a prescindir para os residentes do concelho da parte que lhe cabia na coleta de IRS e irá manter a taxa de IMI no mínimo permitido por lei, prescindindo também da derrama (imposto sobre o lucro das empresas). Sobre este último, o presidente da Câmara disse que a autarquia "não pode baixar os braços" no programa de continuar a tentar atrair empresas para o concelho.
O executivo aprovou também dois apoios de 2.500 euros para casais jovens que adquiriram casa em Gavião e para aqui vêm residir.

