A Águas do Alto Alentejo (AAA), empresa gestora dos recursos hídricos e saneamento em dez dos 15 concelhos do Alto Alentejo, submeteu, entre janeiro e agosto de 2026, candidaturas ao Portugal 2030 no valor aproximado de 9.4 milhões de euros, destinadas à criação, renovação e modernização de redes, equipamentos e infraestruturas dos sistemas de abastecimento de água e de saneamento nos municípios da sua área de abrangência. Entre esses projetos está contemplada a rede de saneamento para o Vale da Madeira (Margem) e o abastecimento de água e a instalação de uma ETAR na praia fluvial do Alamal.
As candidaturas dão continuidade ao investimento superior a 11 milhões de euros realizado pela empresa intermunicipal desde 2022 e reforçam, segundo a empresa, a estratégia de modernização das infraestruturas, melhoria da eficiência operacional e aumento da resiliência dos serviços prestados à população dos dez municípios que integram a Águas do Alto Alentejo.
Paralelamente, mantem-se em execução o projeto de eficiência hídrica iniciado no final de 2024, que prevê um investimento de cerca de 6 milhões de euros ao longo de oito anos.
O projeto inclui a instalação de novos equipamentos de medição e controlo, a criação de Zonas de Medição e Controlo, a instalação de Válvulas Redutoras de Pressão, a substituição de contadores obsoletos, a atualização do cadastro das redes e o reforço dos sistemas de monitorização e telegestão.
Já se sabe, por outro lado, que a fatura da água vai subir em 2027 em princípio 15 por cento, ou seja, 9,4 cêntimos por cada mil litros de água, passando esta quantidade a custar cerca de 73 cêntimos, menos que um café ou que uma garrafa de água das pequenas (e sem impostos Volta).
Estas intervenções permitem acompanhar os caudais e as pressões, detetar fugas e anomalias mais rapidamente, reduzir o número de roturas e melhorar a eficiência e a fiabilidade das redes.
“Estamos a concretizar uma estratégia de investimento continuado, orientada não apenas para a resolução dos problemas atuais, mas também para a preparação do território para os desafios das próximas décadas", refere Rui Choças, diretor geral da empresa.
