Clube Gavionense sub-16 época 2025/26: Trabalho bem feito com final infeliz

 


Este acompanhei quase todos os jogos da equipa de sub-16 do Clube Gavionense e pude testemunhar o excelente trabalho que esta desenvolveu, sob o comando de Miguel Ângelo.


Por circunstâncias que o clube já explicou, esta equipa que se apurou para a fase de apuramento de campeão (Liga de Ouro) do distrital de Portalegre cessou a sua atividade e não irá terminar a temporada.


Concretamente, a equipa não resistiu aos limitados recursos humanos de que dispunha face a uma concorrência bem mais apetrechada. Perante o desejo de reforçar a equipa e o de manter a ideia de que a formação está sempre à frente da competição - ideias que não iremos aqui debater -, o treinador bateu com a porta depois de uma goleada em Arronches, alguns jogadores fizeram o mesmo e a direção do clube decidiu "descontinuar" o projeto, assim ficando sem competição os jovens valores que despontavam na equipa. Sendo muito deles promissores futebolistas que em campo sentiam bem a camisola que vestiam.


O último jogo aconteceu em casa frente ao Nisa e Benfica, mais uma goleada com a equipa a jogar quase todo o jogo apenas com dez jogadores perante uma equipa que em situação normal estava ao seu nível. A equipa fechou a Liga de Ouro com três derrotas e 23 golos sofridos e um marcado.


Não é fácil trabalhar uma equipa de formação num concelho com poucos jovens mas o Clube Gavionense mostrou, enquanto teve condições, que tal é possível. Vamos ver se na próxima época consegue manter a aposta, o que não será fácil.

Para quem esta época fez acontecer, aqui ficam palavras de conforto, sobretudo para os jovens jogadores. O Clube Gavionense bateu-se com os melhores e quando avançou para a fase decisiva tudo podia ainda acontecer, acabando por cair face às circunstâncias já aqui afloradas.


Com seis vitórias e quatro derrotas na primeira fase, 27 golos marcados e 23 sofridos, os jovens gavionenses mostraram de que matéria são feitos. Foram enormes e isso já ninguém lhes tira.


A vida continua, craques.