Severino diz que há "procura imensa" de parques solares para Gavião mas quer travar processos


 O presidente da Câmara Municipal de Gavião reconfirmou o que chamou de "procura imensa" por diversas empresas de produção de energia solar por terrenos para a instalação de painéis no concelho de Gavião.

Na reunião descentralizada que decorreu em Belver, António Severino deu conta do parecer desfavorável da Câmara para o parque éolico do Cruzeiro, um empreendimento da espanhola Endesa que prevê a instalação de diversas torres no limite do concelho de Gavião com o de Abrantes, na zona da Amieira Cova.

Segundo o presidente da Câmara de Gavião, este parque "tem um impacto negativo para a população", salientando que a Endesa não pediu ao pedido de esclarecimento feito pela autarquia.

Severino salientou que Gavião foi o único concelho atravessado pela linha elétrica prevista para o parque solar da Endesa - que terá forte implantação nas freguesias de Gavião e Atalaia e Comenda) - que se pronunciou contra isto.

"Temos que olhar para o nosso território e de colocar um travão", referiu.

Gavião já tem em produção um parque solar (Margalha), tem outro licenciado (Polvorão) mas que foi travado pelo Ministério Público do Tribunal Administrativo de Castelo Branco e para o concelho está previsto, como já se referiu, o parque solar da Endesa. A oposição da Câmara de Gavião é sobretudo um ato de fé pois todos estes projetos são PIN, ou seja, projetos de interesse nacional e sobrepõem-se a decisões locais.