Gavião voltou hoje a ser capital dos percursos pedestres do Alentejo, concentrando na Incubadora de Empresas uma série de especialistas e representantes de várias entidades.
Com a presença do presidente da Entidade de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, a conferência "A Governança e a Gestão Integrada dos Percursos Pedestres" relevou a importância deste suporte turístico para a geração de riqueza nas economias locais.
Tudo isto a propósito da terceira edição do Alentejo Walking Festival, um conjunto vasto de caminhadas a realizar sábado e domingo. No nosso concelho com uma caminhada sábado no PR 2.
Hugo Teixeira Francisco, um dos oradores, disse que o impacto dos percursos pedestres é significativo nas economias locais embora não haja estudos para Portugal. Nos Estados Unidos e Canadá, é sabido que por cada milhão de dólares investidos há um ganho de 13 milhões. São números animadores e que devem ser tidos em conta num concelho que ao lado de Nisa foi pioneiro nos percursos pedestres marcados no Alentejo.
Numa conferência que contou também com a presença de Martina de Jesus, vereadora com o pelouro do Turismo, ficou evidente que estamos perante uma área que pode render muitos frutos a Gavião.
Na conferência foi também referido que é importante os concelhos articularem entre si os percursos pedestres, algo que não acontece pois cada um cuida da sua capelinha. E é uma pena não termos toda a margem esquerda do Tejo entre as barragens de Belver e do Fratel com um percurso pedestres contínuo...
Gavião, como se sabe, tem definidos vários percursos pedestres: o PR1 (Alamal e Belver), o PR2 (na Degracia e na Atalaia), o PR3 (na Comenda), o PR4 (em Margem) e o PR8 (na margem esquerda do Tejo, da ponte ao Batel e com ligação ao PR2). Como se sabe, o PR1 está interrompido no passadiço do Alamal e o PR8 está interdito como consequência também da cheia de fevereiro. Ambos têm já projetos lançados para a sua recuperação.
Mas todos sabemos que estes percursos estão subestimados por várias razões e o próprio Centro Interpretativo de Percursos, inaugurado em setembro do ano passado na Degracia Cimeira, nunca mais abriu depois da sua apresentação.


