Um novo amanhã pode estar a chegar ao concelho de Gavião se de uma "reflexão muito forte" que António Severino anunciou na última reunião de Câmara resultar a alteração de alguns dos bónus fiscais concedidos aos residentes e às empresas fixadas no concelho.
Como se sabe, há alguns anos que a Câmara Municipal de Gavião abdica em favor dos contribuintes-residentes dos 5% a que tem direito em sede de IRS, tem o IMI na taxa mínima permitida e que pratica uma taxa zero de derrama em relação às empresas que aqui têm sede.
Estes bónus, segundo cálculos revelados por Severino, representam a não entrada nos cofres da autarquia de 150 mil a 180 mil euros em receita de IRS e e de 350 a 400 mil euros em IMI, sendo mais ou menos residual no que toca à derrama.
Ou seja, esta "reflexão muito forte" que o presidente da Câmara anunciou pode abrir a porta da alterações nos bónus fiscais, numa alta em que, tal como referiu também António Severino, a autarquia regista "um decréscimo na receita arrecadada".
No caso do IMI, conforme foi salientado, bastará um aumento de 15 pontos na taxa praticada para que se salte de uma receita de 400 mil para 800 mil euros.
O próximo orçamento municipal, que está a ser preparado, pode, por isso, já vir a refletir estas mexidas.
