Seis meses após as tempestades e cheias, Gavião recebeu o primeiro apoio financeiro do governo, concretamente 325 mil de um pedido de 400 mil de uma candidatura ao Turismo de Portugal, para a recuperação dos equipamentos turísticos da praia fluvial do Alamal.
A Câmara Municipal de Gavião não ficou à espera e foi aos seus cofres e esta quarta-feira o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, já viu o novo snack bar a funcionar e uma praia cheia de veraneantes, cenário só possível porque a autarquia gavionense não quis perder a época balnear e ali procedeu a limpezas, demolições e mandou depositar 120 camiões de areia. Falta agora recuperar a pousada e também o passadiço.
Com prejuízos calculados na ordem dos 2,5 milhões de euros, Gavião tem a expetativa de poder vir a beneficiar também dos fundos reservados pelo governo para fazer face à destruição causada pelo mau tempo em vários concelhos. António Severino, aliás, entregou em mão ao ministro o dossier detalhado dos prejuízos registados em Gavião.
A presença do ministro no Alamal por si só é um bom sinal. Castro Almeida, aliás, elogiou António Severino por Gavião ter sido capaz de empreender antes de receber, sendo pró ativo na gestão da crise. Para além desta presença, Gavião foi capaz de trazer até aí Alamal o presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Santos, o secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado e outras entidades.
A Câmara Municipal de Gavião marcou pontos nesta jornada que trouxe até ao Alamal os grandes decisores. Pode não parecer muito mas é obra para um concelho com pouco mais de três mil habitantes e com uma cor política distinta da cor governamental.

