Para que servem estas festas?

 


O Nisa em Festa termina hoje e com saldo positivo quanto à presença de público. Mas este ano não houve novidades e sentiu-se a falta do toque de Idalina Trindade. Está visto que mesmo copiando bem nunca se chega à excelência do original. Mas valeu pela animação, pela variedade do artesanato e pela diversidade dos comes e bebes.


Ontem foi assim, com Nininho Vaz Maia como cabeça de cartaz e um desfile de modelos que declaradamente não vão às tasquinhas de festas.


O problema destes cartazes de festas é que os artistas que já vimos em Avis, no Gavião, em Arronches ou no Crato se repetem. O país é pequeno e por cá não estão as grandes empresas que patrocinam festivais nas grandes cidades da nação. Nem estarão no futuro.


Por isso, caça-se com gato e por norma o povo não se importa que se queimem milhares de euros nestas iniciativas de que podemos não gostar mas mais movimentam a economia local. Sim, mas que economia local é essa e qual é a sua grandeza? É outra questão que aqui não vamos explorar.



Fica a festa e que venha a próxima. Mas que não tenha pressa. Deixem-nos gozar o verão sem ao nosso lado alguém a pedir que façam barulho.