PSD Gavião diz que a mentira tem perna curta

 


Está ao rubro a reclamação dos créditos pelo facto de Gavião ter entrado esta semana na lista dos concelhos em situação de calamidade, o que irá facilitar a concessão de apoio financeiro para fazer face a mais de 2,5 milhões de prejuízos causados pelas cheias e tempestades. António Severino anunciou esta notícia e destacou a intervenção no processo do deputado na Assembleia da República Luís Moreira Testa, também líder da Federação do Partido Socialista de Portalegre e também cunhado de António Estevinha, presidente da Assembleia Municipal de Gavião.

"Fala-se nas redes sociais que um tal deputado eleito pelo Partido Socialista levou à Assembleia da República um repto de que Gavião deveria estar integrado e classificado como município em estado de calamidade e não de contingência. Contudo, o PSD de Gavião e as suas pessoas que o compõem, que não correm para as redes sociais com mentiras e falsas especulações, questiona onde estão as evidências dessas mesmas ações?", escreveu o PSD Gavião.

"É que o nosso vereador eleito, atuando com sentido de responsabilidade e vendo a inércia dos executivo municipal eleito pelo Partido Socialista, atuou, sem a necessidade de se vangloriar, pois no seu sentido o que interessa é o melhor rumo para Gavião e para os gavionenses", leu-se ainda na nota do PSD Gavião, aqui com uma referência direta ao seu vereador eleito, Vítor Filipe.

Vítor Filipe escreveu ao ministro 

Para consubstanciar a sua tese, foi revelada uma mensagem de Vítor Filipe para o ministro da tutela, Castro Almeida.

"Na qualidade de vereador do Município de Gavião, eleito pelo Partido Social Democrata, venho, com sentido institucional e responsabilidade pública, dirijo-lhe um apelo que considero justo e absolutamente necessário.

As recentes intempéries que assolaram Portugal continental provocaram danos muito significativos no nosso concelho. Infraestruturas municipais, caminhos rurais, equipamentos públicos e diversas estruturas de apoio às populações foram severamente afetados, comprometendo a normalidade da vida comunitária e a segurança de pessoas e bens.

O Município de Gavião dispõe de um orçamento anual que não ultrapassa os 9 milhões de euros. Contudo, os prejuízos e custos estimados de recuperação já ultrapassam os 2,5 milhões de euros — um impacto financeiro profundamente desproporcional face à nossa capacidade orçamental. Estamos a falar de um esforço que, a ser suportado exclusivamente pelo município, comprometerá investimentos essenciais e serviços básicos à população.

Neste contexto, apelo ao elevado sentido de proximidade, solidariedade institucional e responsabilidade do Governo, liderado pelo nosso PSD, para que Gavião seja englobado no regime de estado de calamidade, permitindo o acesso aos mecanismos excecionais de apoio e financiamento previstos para situações desta natureza.

Mais do que uma questão política, trata-se de uma questão de justiça territorial e de coesão nacional. Municípios de pequena dimensão, como o nosso, não podem ficar desprotegidos perante acontecimentos de dimensão extraordinária.

Confio que V. Exa. saberá reconhecer a gravidade da situação e agir em conformidade com o compromisso que o Governo assumiu com todos os portugueses, independentemente da dimensão dos seus territórios."

PSD e CDS chumbaram Gavião em situação de calamidade

Há algumas semanas que o executivo da Câmara Municipal estava a fazer diligências para conseguir integrar o concelho na lista das autarquias com via verde para os apoios, tendo visto o concelho ficar de fora da lista dos concelhos em calamidade no passado dia 24 de fevereiro, quando mais concelhos foram acrescentados à lista inicial. Mas não desistiu e apoiou-se num conjunto de deputados socialistas, com destaque para Luís Moreira Testa, eleito pelo distrito de Portalegre, numa corrida eleitoral que deixou de fora Castro Almeida (o CHEGA elegeu o segundo deputado por Portalegre), para tentar o que queria e conseguiu agora, apesar dos votos contra dos grupos parlamentares do PSD e do CDS.

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