O cine teatro Francisco Ventura foi hoje palco de um seminário sobre alterações climáticas e eventos meteorológicos extremos que reuniu alguns dos maiores especialistas da matéria, entre os quais a Força Especial de Proteção Civil, hoje com 215 elementos e a caminho de integrar uma nova recruta (passando para 276 operacionais).
Aberto pelo presidente da Câmara Municipal de Gavião, organizadora do evento, o seminário confirmou a necessidade de encontrar respostas e de investir em meios para fazer face a situações cada vez mais frequentes, como aconteceu recentemente na sequência de um comboio de tempestades.
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Também usou da palavra Adilson Fernandes, presidente da Câmara de Paul, município da ilha caboverdiana de Santo Antão, geminado há duas décadas com Gavião, que está por cá acompanhado pela sua equipa.
Marcaram presença vários autarcas locais, entre os quais os presidentes de junta de Comenda, Belver e Gavião e Atalaia.
A junta de freguesia de Margem esteve representada por José Manuel Praia e por Daniela André, membros do executivo. Presença marcante foi, por outro lado, a de Francisco Louro, antigo comandante dos Bombeiros Voluntários de Gavião.
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Os alunos do curso profissional de proteção civil do agrupamento de Escolas de Gavião também não faltaram (na foto estão apenas alguns deles) e deram um excelente apoio ao seminário organizado por Bruno Marques, coordenador da Proteção Civil de Gavião.
Rui Salgado, da Universidade de Évora, apresentou uma visão integrada sobre alterações climáticas e catástrofes naturais, apresentando dados sobre a evidência de um período excepcional de aumento de temperaturas.
Manuela Salgado, da APA, falou de monitorização hidrológica e disse que a cheia no Alamal decorreu de uma descarga excepcional dos afluentes do Tejo que as barragens não conseguiram controlar, acabando por referir que urge não construir em níveis de cheia mesmo que no limite destes, respeitando o que dá pelo nome de ordenamento do território.
Nuno Lopes, do IPMA, abordou o tema dos fenómenos meteorológicos extremos e revelou a dificuldade que existe muitas vezes para prever eventos extremos.
A manhã foi encerrada com intervenções de Hugo Alcântara, jornalista da SIC, a propósito do papel dos órgãos de comunicação em situações de crise, e de Rui Conchinha, comandante sub regional da Proteção Civil do Alto Alentejo.
De tarde, José Ribeiro, segundo comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, detalhou o que aconteceu na resposta da equipa portuguesa em Valência, em 2024.
E o tenente da GNR Ricardo Fernandes explicou como esta força também está envolvida na resposta a situações críticas, destacando o papel das brigadas de montanha.
Pedro Caldeira, sub comandante da Força Especial de Proteção Civil, que tem base central em Almeirim, fez a demonstração da resposta desta força em diversas situações, com destaque para o cenário da devastação em Leiria.
A terminar, numa mesa moderada por Fernando Delgado, vereador da Câmara Municipal de Gavião e comandante dos Bombeiros Voluntários de Gavião, Simão Velez, comandante dos dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Sor, precisou a resposta dos bombeiros de Portalegre a situações de meteorologia adversa, com uma perspetiva de passado, presente e futuro.
Excelente seminário.








