Jovens gavionenses deram tudo em Arronches mas derrota estava escrita nas estrelas

 


O Clube Gavionense deu o pontapé de saída na Liga de Ouro de sub 16 da Associação de Futebol de Portalegre. Ontem à noite, em Arronches, no belíssimo e airoso estádio Francisco Palmeiro, a equipa dirigida por Miguel Ângelo apresentou-se apenas com 12 jogadores, tendo Leonor Catarrinho jogado de início e Carlota entrado no fim da primeira parte, quando Guta saiu lesionado, num momento aproveitado pela equipa adversária para marcar o seu segundo golo.


Ao intervalo, a equipa gavionense perdia apenas por 2-0 depois de ter resistido mais de 30 minutos sem sofrer golos. Pela frente estava a equipa vencedora da sua série de apuramento, com apenas uma derrota sofrida nessa fase e que se apresentou na sua máxima força. Ao contrário do Clube Gavionense, que teve de adiar esta partida da 1.ª ronda para a noite de terça-feira pois teve muitos jogadores afetados pela gripe (situação que os debilitou), para além de não poder contar com três elementos habituais nas convocatórias.



Atendendo às circunstâncias, este seria sempre um jogo complicado para os gavionenses, com uma ínfima possibilidade de vitória. O plantel é muito curto e qualquer falência de meios fragiliza sempre a equipa, sobretudo numa fase em que é preciso meter toda a carne no assador.



O Clube Gavionense alinhou com Guta na baliza (apesar dos seis golos sofridos, esteve bem) e uma defesa armada por Salvador, João Matias, Huang e Pedro Filipe. O ponta António Baptista, melhor marcador das séries da fase inicial, teve de recuar para o meio-campo, para uma posição que não é a sua mas que teve de preencher para tentar colocar tijolos no muro perante as ondas de ataque do Arronches. O que fez com entrega, tal como aconteceu com Dinis Marques e Nuno Matias. Diogo Matias e Leonor Catarrinha ficaram sempre muito desamparados perante o quarteto defensivo do adversário.


Não foi um jogo fácil nem uma derrota que se esqueça rapidamente. Mas há que ter a consciência de que esta equipa, conforme referiu Miguel Ângelo na sua mensagem de motivação antes do apito inicial, não chegou a esta fase por acaso e tem qualidades que mais tarde ou mais cedo irão aparecer caso não continue a entrar em campo no casco de recursos, como aconteceu em Arronches.


No próximo domingo segue-se outra deslocação, esta ao campo do Monfortense, onde mora uma equipa que na jornada inaugural perdeu por 4-1 no terreno do Estrela de Portalegre.



Um jogo no qual o Clube Gavionense não irá conseguir recuperar os tais recursos que agora escasseiam. Ou seja, mais uma partida com um grau de dificuldade elevadíssimo.


Mas é preciso acreditar.